O presente trabalho se completa agora, em junho de 2016, num cenário em nada melhor do que aquele em que se iniciou há um ano.

Neste interim, Júlio (deriva Jabaquara) foi, por motivos que até agora não se fizeram claros, afastado da coordenação do Centro Cultural Jabaquara e impedido de seguir com seu excepcional trabalho de resgate histórico e construção do acervo e memória afrodescendente brasileira naquele local. As lutas indígenas por demarcação de terras recentemente foram submetidas à tutela do interesse empresarial com conceções de gestão de diversos parques nacionais à iniciativa privada. As populações vulneráveis estão sendo sistemáticamente expulsas do centro da cidade através de uma ação perversa da Guarda Civil Municipal que lhes impede de possuir colchões e cobertores, ao mesmo tempo que a prefeitura oferece cada vez menos abrigos e pontos de apoio no centro. A luta urbana por moradias dignas segue sem horizontes próximos, confrontando-se com uma crescente violência policial que, recentemente, se evidenciou na retirada violenta dos alunos ocupantes do Centro Paula Souza sem mandado judicial. O aparato policial se amplia e fortalece, epecialmente voltado contra jovens negros e populações vulneraveis, mas tambem esticando seus tentáculos contra movimentos sociais e ativistas politicos.

Em paralelo, seja em âmbito municipal, estadual ou federal, grupos fundamentalistas conservadores têm ganhado espaço, agindo em favor da implementação de políticas reacionárias contra as religiões de matrizes africanas, mulheres, homossexuais e pessoas em situação de alta vulnerabilidade social.

Tudo isto se evidencia em uma tentativa (provavelmente bem-sucedida) que está em curso buscando a deposição de um governo que se propunha social, mas que em nada – ou quase nada – agia contra os interesses e poderes que fomentam a segregação e a violência representadas no presente trabalho. Esta ação fomentada pelas elites financeiras do país, por sua vez, aponta apenas para o incremento do pensamento bandeirante que continua a gerir nosso Estado.

Inflizmente, a cada dia de nosso processo, Mobiliário Urbano se mostrou mais atual e necessário.
Muitas lutas ainda serão necessárias para que, quem sabe, a realidade aqui explícita se torne um mero documento histórico de um passado superado.
Lutemos.




Informações de contato


Email: moburb@agre.st




Mais Informações


DIGA - VILA ITORORÓ

Coletivo Mapa Xilografico >> site, facebook, vimeo, youtube
Filme "A Deriva" >> vimeo


DRÃO - CENTRO/IGREJA DOS HOMENS PRETOS/ATO

Geraldo Filme entrevista: >> youtube

\

DANIEL - CENTRO/OCUPAÇÃO SÃO JOÃO

Frente de Luta por moradia >> site

Centro Cultural Ocupação São João >> facebook

Despejo da ocupação em frente (Hotel Aquarius) >> youtube

Dados de predios sem função social >> site

Zeitgeist >> site

People before profit >> youtube


JÚLIO - CENTRO CULTURAL JABAQUARA

Axé Ilê Obá >> site, wikipedia, facebook

Mapa Várzea do Carmo >> siteimagem

Centro Cultural do Jabaquara >> facebook


SABRINA - ANHANGABAÚ

Arquitetura da Gentrificação >> site, facebook


CASÉ - PÁTEO DO COLÉGIO/SÉ/LIBERDADE

A - Publicações de Casé Angatu com sites:

I - (Casé Angatu) SANTOS, Carlos José F. "Nem Tudo Era Italiano - São Paulo e pobreza na virada do século XIX-XX (1890-1915)". São Paulo: Annablume/FAPESP, (3a. Edição) 2008. >> site

II - (Casé Angatu) SANTOS, Carlos José F. "Identidades Urbanas e Globalização: constituição dos territórios em Guarulhos/SP". São Paulo: Annablume/Sinpro-Gru, 2006. >> site

III - (Casé Angatu) SANTOS, Carlos José F. “Várzea Do Carmo Lavadeiras, Caipiras E ‘Pretos Véios’". In: Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo. "Revista Memória Energia - n.28". São Paulo: Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2001 >> site

IV - (Casé Angatu) SANTOS, Carlos José F. " "História e Culturas Indígenas - Alguns Desafios no Ensino e na Aplicação da Lei 11.645/2008: De Qual História e Cultura Indígena Estamos Falando?". In: "Revista História & Perpectiva do Núcleo de Pesquisa e Estudos em História, Cidade e Trabalho do Curso de Graduação e Pós-Graduação em História da Universidade Federald de Uberlândia-UFU". Uberlândia: UFU, 2015. >> site

V - ANGATU, Casé e TUPINAMBÁ, Katu. “Mãe Terra Olivença: Território de Nossa Ancestralidade Sagrada”. In: Coletivo Indígena (Kariri-Xocó, Karapotó, Xokó, Ptxó, Pankararu, Pataxó Hãhãhãe, Tupinambá). "Memória da Mãe Terra". Território Indígena de Olivença/Ilhéus: Thydêwá, 2014, p. 06 - 09. >> site

VI - ANGATU, Casé. e TUPINAMBÁ, Katu. “Marcelino Vive em Nós”. In: Coletivo Indígena (Kariri-Xocó, Karapotó, Xokó, Patxó, Pankararu, Pataxó Hãhãhãe, Tupinambá). "Memória - Índios na visão dos índios: Memória". Território Indígena de Olivença/Ilhéus, 2012, p. 06 - 09. >> site

B - Entrevistas Casé Angatu:

I - Casé Angatu: entrevista realizada pela FolhaOnline, quando do aniversário da cidade de São Paulo e do Mercado Municipal com o título “Mercado Municipal (de São Paulo) Completa 75 Anos” (In: FolhaOnline. 25/01/2008. >> youtube

II - Casé Angatu: Documentário: "Carpição, a Benção da Terra: uma tradição secular em Guarulhos", 2014. >> youtube

III - Casé Angatu: entrevista sobre o tema da "Imigração em São Paulo" para a Secretaria de Educação do Governo do estado de São Paulo, 2014. >> site

IV - Casé Angatu: entrevista para o Coletivo Índio É Nós, intitulada: “Casé Angatu fala da luta dos Tupinambás e do Seminário Índio Caboclo Marcelino”, 2014. >> youtube

V - Casé Angatu: entrevista para o jornal GGN de Luis Nassif acerca da história e luta indígena, 2014. >> youtube